sexta-feira, 10 de abril de 2009

Os professores precisam saber sobre A Escala de Orientação Sexual de Harry Benjamin, também conhecida como Harry Benjamin Sexual Orientation Scale (S



A Escala de Orientação Sexual de Harry Benjamin, também conhecida como Harry Benjamin Sexual Orientation Scale (S.O.S) proposta na década de 1960 através do caso de um paciente de Alfred Kinsey que, apesar do biotipo masculino, desejava transformar-se em mulher. Diferentemente de cross-dressers e travestis foi identificada pela primeira vez na medicina moderna ocidental o que hoje chamamos de transexual, levando Benjamin estudar o assunto e a propor uma escala para a transexualidade.

Tipo I - Pseudo travesti
Sentimento quanto ao Gênero: Masculino
Hábitos de se vestir: Vida masculina normal. Apresenta pequenos desejos de se travestir
Preferência Sexual: Usualmente heterossexual (com mulheres). Raramente bissexual. Masturba-se com fetiches muitas vezes acompanhado de culpa, rejeitando as roupas femininas após a masturbação.
Operação de redesignação de sexo: não se interessa
Tratamento hormonal: não se interessa; não indicada
Tratamento psiquiátrico: não se interessa; desnecessário

Tipo II - Travesti fetichista
Sentimento quanto ao Gênero: Masculino
Hábitos de se vestir: Vive como homem com trajes masculinos. Traveste-se periodicamente
Preferência Sexual: Usualmente heterossexual (com mulheres) mas também bissexual e homossexual (com homens). Ao masturbar-se tem fantasias de travestir-se e mudar de sexo.
Operação de redesignação de sexo: pode considerar apenas em fantasias
Tratamento hormonal: interessado; algumas vezes utilizado voluntariamente para diminuir o libido
Tratamento psiquiátrico: algumas vezes indicado; pode ser favorável em alguns casos

Tipo III - Travesti verdadeiro
Sentimento quanto ao Gênero: Masculino mas sem convicção
Hábitos de se vestir: Traveste-se com a freqüência possível. Pode ser aceito como mulher.
Preferência Sexual: Heterossexual com mulheres e homens (com mulheres é homem e com homens é mulher)
Operação de redesignação de sexo: rejeitas mas a idéia é atraente
Tratamento hormonal: atrativa como experiência; pode auxiliar no diagnóstico
Tratamento psiquiátrico: indicada como apoio emocional, em caso de tratamento hormonal

Tipo IV - Transexual não cirúrgico
Sentimento quanto ao Gênero: Incerto entre travesti e transexual
Hábitos de se vestir: Traveste-se sempre que possível com alívio insuficiente do desconforto de gênero. Pode viver como homem ou mulher. Pode constituir família e ter filhos.
Preferência Sexual: Muitas vezes autoerótico ou assexual. Pode ser bissexual ou manifestar baixo libido.
Operação de redesignação de sexo: atraente mas não solicitada
Tratamento hormonal: muitas vezes utilizada espontaneamente para conforto emocional
Tratamento psiquiátrico: só como apoio emocional, em caso de tratamento hormonal

Tipo V - Transexual de intensidade moderada
Sentimento quanto ao Gênero: Feminino, preso a um corpo masculino
Hábitos de se vestir: Vive e trabalha como mulher, se possível. Travestir-se é insuficiente para o alívio emocional
Preferência Sexual: Muitas vezes autoerótico ou assexual. Pode ser bissexual ou manifestar baixo libido.
Operação de redesignação de sexo: solicitada
Tratamento hormonal: necessária e muitas vezes utilizada espontaneamente como preparação para a conversão sexual
Tratamento psiquiátrico: rejeitada, recomendada orientação permissivista

[editar] Tipo VI - Transexual de alta intensidade
Sentimento quanto ao Gênero: Feminino
Hábitos de se vestir: Vive e trabalha como mulher. Travestir-se não alivia o desconforto emocional
Preferência Sexual: Desejo intenso de se relacionar com homens no papel de mulher. Muitas vezes identifica-se como heterossexual na inversão de gêneros.
Operação de redesignação de sexo: incisivamente solicitada
Tratamento hormonal: necessária e muitas vezes utilizada espontaneamente como preparação para a conversão sexual
Tratamento psiquiátrico: rejeitada, recomendada orientação permissivista

Considerações transexualidade feminina
Poucos estudos abordam a ótica da travestibilidade e da transexualidade feminina mundialmente, concentrando os estudos na transexualidade masculina. Há de se considerar que existem tratamentos semelhantes transpostos para o universo feminino da transexualidade.

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