sexta-feira, 10 de abril de 2009

COMO INFORMAR SOBRE A PALAVRA GAY NAS AULAS DE ORIENTAÇÃO SEXUAL NA ESCOLA


Gay (<latim tardio gaiu, pelo francês gui, ao inglês gay = "alegre, jovial"), ou, mais raramente, guei, é um termo de origem recente inglesa que é utilizado normalmente para se designar o indivíduo, (homem ou mulher), homossexual.


O termo inglês foi incorporado em outras línguas, sendo usada com muita freqüência no Brasil e em Portugal. Embora, algumas vezes, gay seja usado como denominador comum entre homens e mulheres homossexuais e bissexuais, tal uso tem sido constantemente rejeitado por implicar na invisibilidade ante a lesbianidade e a bissexualidade. Da mesma forma, o senso comum algumas vezes atribui a palavra a pessoas travestis ou transexuais, atribuição esta resultante do desconhecimento da distinção entre sexualidade e gênero.
Índice[
esconder]
1 Origem do termo
2 Orgulho gay
3 Direitos gay
3.1 União de facto e União civil
4 Cultura gay
4.1 Música
4.2 Artes plásticas
4.3 Japoneses
4.4 Literatura
4.5 Cinema
4.6 Mercado
4.7 O uso do iorubá por gays
5 Ligações externas
6 Notas e Referências
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Origem do termo
Conquanto a cultura contemporânea em geral tenha herdado o termo diretamente do
inglês (gay = "alegre, jovial"), o vernáculo inglês colheu-o do francês arcaico (gui, com o mesmo significado) e este, por seu turno, obteve-o do latim tardio (gaiu, com semelhante significado).
Assim, a
etimologia remonta o termo atual a três transições cultural-linguísticas: do latim tardio ao francês; do francês (arcaico) ao inglês; do inglês às demais culturas atuais.
A palavra originariamente não tinha conotação sexual necessária. Era usada para designar uma pessoa espontânea, alegre, entusiástica, feliz, e, nesse sentido, pode ser encontrada em diversas literaturas americanas, sobretudo as anteriores à
década de 1920.
No entanto o significado preliminar da palavra gay mudou drasticamente nos
EUA, vindo a assumir o significado primordial atual, que, com a difusão da cultura estadunidense, tem sido amplamente utilizado.
O termo gay, já marcado pela conotação sexual, ao ser difundido pelos países lusófonos, era utilizado principalmente de forma pejorativa contra
homens gays. Contudo, a utilização da palavra pelos próprios homossexuais, a se referirem a si mesmos, fez com que a conotação negativa fosse amenizada. Em outras palavras, os homossexuais apropriaram-se da palavra, na busca de retirar-lhe, assim, a carga insultuosa.
Existem muitos sinônimos desta palavra no idioma português. No entanto, o uso dessas palavras é desaconselhado por serem consideradas de uso chulo e/ou de fundo preconceituoso.

Orgulho gay
Ver artigo principal: Orgulho gay
O primeiro grande evento
[1] LGBT em Portugal foi o Arraial Pride de 1997 em Lisboa. No Brasil ocorre, desde 1996, a Parada do Orgulho GLBT.

Direitos gay
Ver artigo principal: Direitos gay

União de facto e União civil
Desde
2001, em Portugal a Lei de União de Facto aplica-se igualmente tanto a casais de pessoas de sexo diferente como a casais de pessoas do mesmo sexo. No entanto, os direitos concedidos são muito diferentes do casamento civil tradicional, além de só serem válidos após dois anos de vida em comum.
No
Brasil, a lei de União Civil objetiva garantir aos casais homossexuais igualdade de direitos face aos casais heterossexuais.

Cultura gay
Desde os
anos 70 os homossexuais começaram nos Estados Unidos uma intensa atividade cultural em torno dessa orientação sexual. São Francisco é considerada a "capital gay", e é de lá que provêm as maiores manifestações culturais desse público. É ainda em São Francisco que começam a aparecer as primeiras minorias que começaram a se afastar do que alguns consideravam o "estilo de vida gay". Existem diversas "sub-comunidades" identificáveis — a comunidade ursina, a comunidade lésbica, a comunidade das drags, entre outras. Esta divisão em "sub-comunidades", contudo, pode fazer esquecer que a diversidade das pessoas é independente da orientação sexual e há muitos homossexuais que não se identificam com estas "sub-comunidades" supostamente gays.

Música
Considera-se o maior representante da música na gay scene o cantor
Boy George que redefiniu o estilo nos anos 80.
Atualmente, tal representatividade é atribuída ao grupo americano
Scissor Sisters que vêm dando uma nova roupagem à música pop, recebendo elogios em todas as publicações especializadas de música.
Existem diversos cantores de todos os gêneros musicais que são assumidamente homossexuais (ou bissexuais) ou que, em algum momento, das suas vidas tiveram relacionamentos com pessoas do mesmo sexo. Cita-se, como exemplo,
George Michael.
Mais recentemente, no cenário pop, pode-se destacar a dupla russa
t.A.T.u. composta por Lena Katina e Yulia Volkova, que a crítica considera terem letras diretas e ousadas, a abordarem em sua temática, sobretudo, os conflitos e problemas de adolescentes gays. As duas cantoras faziam diversas insinuações sobre terem um relacionamento lésbico. No entanto, poucos meses depois de atingir grande sucesso, as cantoras decidem tornar público que estavam agindo de tal forma apenas para conquistar espaço na mídia.
As cantoras
Cher e Madonna, ao terem tornando visível manifestações homossexuais tanto masculinas como femininas em seus shows e ensaios fotográficos, são também uma marca na "cultura gay contemporânea".
No Brasil, diversos artistas são abertamente homossexuais ou bissexuais:
Ana Carolina, cantora que se diz abertamente bissexual. Além dela, podem-se citar casos como o de Cazuza, ex-vocalista da banda Barão Vermelho e Cássia Eller, cantora de rock.

Artes plásticas
Queer Art
Nu masculino na história da fotografia

Japoneses
Yaoi
Shonen-ai
Yuri
Shojo-ai
Shūdō

Literatura
João Silvério Trevisan
Homosexuality in Biblical Times -
Tom Horner, Filadélfia, Westminster Press, 1978.
Homossexualidade e Bíblia

Cinema
Filmes com temática gay surgiram nos primórdios da indústria cinematográfica. Já no filme mudo pode ser constatada a presença de personagens gays.[2]
Nas primeiras décadas do cinema prevaleceram representações estereotipadas,
preconceituosas ou trágicas.
Atualmente, o cinema não deixa de tratar de assuntos controversos, mas desenvolveu-se uma sofisticação maior no tratamento dos personagens.
[3]
Segue uma pequena mas variada lista de filmes com personagens de gay apaixonado, bissexual histórico,
[4] gays e lésbicas de diferentes culturas, por exemplo da Austrália, Bélgica, Brasil,[5] Canadá, Japão,[6] etc.
Alexander
Brokeback Mountain
Fucking Åmål
Philadelphia (filme)
La cage aux folles (filme)
Madame Satã (filme)
Maurice (filme)
Tabu (Gohatto)‎
The Celluloid Closet
Vera (filme)‎
Wilby Wonderful
Ver uma lista extensiva de filmes com esta temática
GLBT aqui.

Mercado
Algumas companhias de publicidade classificam um sub-grupo dos gays como um público consumidor qualificado e de alto poder aquisitivo. As principais empresas de
marketing já estão sintonizadas com esta nova tendência e já direcionam campanhas exclusivamente para este público. Desde 2001 já há um banco específico para este mercado em São Francisco.
No entanto, equalizar este sub-grupo com todas as pessoas com orientação sexual homossexual deixa de fora todos aqueles que têm empregos com menores remunerações e outras preocupações na vida não compatíveis com o suposto "estilo de vida gay".

O uso do iorubá por gays
Vários estudos confirmam que, tanto a
mitologia como as práticas religiosas do candomblé, e tradições mais ou menos equivalentes em outros países, como Cuba e Haiti,[7] permitem um espaço menos discriminador a pessoas de sexualidade minoritária, em comparação com a realidade bem mais desafiadora na maior parte dos outros setores da sociedade.
No Brasil registra-se a utilização de
terminologia do idioma iorubá, em um falar popularmente conhecido como pajubá ou bajubá, praticado sobretudo entre certos segmentos da população não heterossexual, sobretudo entre os gays das classes mais humildes.[8] O vocabulário nagô passa a ser utilizado de forma universal como um código de comunicação de resistência em situações de conflito social.[9]
Seguem-se alguns dos termos mais utilizados como referência em publicações e websites
[10] tratando desse falar minoritário peculiar:
Adé = gay;
Alibã = policial;
Amapô = mulher;
Aqüé = dinheiro;
Aqüendar = tomar a si;
Bereré = lixo, resto (pode referir-se a uma pessoa, ou a um objeto);
Carupé = peruca;
Cossibaré = burro;
Dadá = orixá coroado;
Laruê = fofoca;
Lorogum = briga;
Ocó = homem;
Ocâni = pênis;
Omivará = esperma;
Otchin = bebida alcoólica;
Pajobá = escandalizada, boquiaberta;
Picumã = cabelo;
Xepó = cafona.

Ligações externas
Grupo Gay da Bahia: 10 verdades sobre a homossexualidade
Associação da Parada GLBT de São Paulo: Pesquisa da Parada 2006 revela altos índices de discriminação e agressões homofóbicas
Portugal Gay: Perguntas e Respostas sobre a Homossexualidade
Portal Gay de Minas: A união homoafetiva no direito comparado
Guia de Conteúdo LGBTT da Cidade de São Paulo

Notas e Referências
http://jn2.sapo.pt/arquivo/noticia.asp?id=57215
Homosexuality in Silent Cinema
O Segredo de Brokeback (EUA, 2005)
Alexander (EUA, 2004)>
MixBrasil/Panorama: Madame Satã por Zé Gatti (2002)
Tabu (Gohatto) (Japão, 1997)
Documentário (filme): Des hommes et dieux (Of Men and Gods)
Sobre candomblé e homossexualidade, 2006
A língua como resistência: uma tentativa sociolingüística de compreensão das linguagens de negros e homossexuais no Brasil
Nossa língua (Portal MixBrasil)

O Wikcionário possui o verbete gay

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