sexta-feira, 10 de abril de 2009

Os professores precisam saber sobre A Escala de Orientação Sexual de Harry Benjamin, também conhecida como Harry Benjamin Sexual Orientation Scale (S



A Escala de Orientação Sexual de Harry Benjamin, também conhecida como Harry Benjamin Sexual Orientation Scale (S.O.S) proposta na década de 1960 através do caso de um paciente de Alfred Kinsey que, apesar do biotipo masculino, desejava transformar-se em mulher. Diferentemente de cross-dressers e travestis foi identificada pela primeira vez na medicina moderna ocidental o que hoje chamamos de transexual, levando Benjamin estudar o assunto e a propor uma escala para a transexualidade.

Tipo I - Pseudo travesti
Sentimento quanto ao Gênero: Masculino
Hábitos de se vestir: Vida masculina normal. Apresenta pequenos desejos de se travestir
Preferência Sexual: Usualmente heterossexual (com mulheres). Raramente bissexual. Masturba-se com fetiches muitas vezes acompanhado de culpa, rejeitando as roupas femininas após a masturbação.
Operação de redesignação de sexo: não se interessa
Tratamento hormonal: não se interessa; não indicada
Tratamento psiquiátrico: não se interessa; desnecessário

Tipo II - Travesti fetichista
Sentimento quanto ao Gênero: Masculino
Hábitos de se vestir: Vive como homem com trajes masculinos. Traveste-se periodicamente
Preferência Sexual: Usualmente heterossexual (com mulheres) mas também bissexual e homossexual (com homens). Ao masturbar-se tem fantasias de travestir-se e mudar de sexo.
Operação de redesignação de sexo: pode considerar apenas em fantasias
Tratamento hormonal: interessado; algumas vezes utilizado voluntariamente para diminuir o libido
Tratamento psiquiátrico: algumas vezes indicado; pode ser favorável em alguns casos

Tipo III - Travesti verdadeiro
Sentimento quanto ao Gênero: Masculino mas sem convicção
Hábitos de se vestir: Traveste-se com a freqüência possível. Pode ser aceito como mulher.
Preferência Sexual: Heterossexual com mulheres e homens (com mulheres é homem e com homens é mulher)
Operação de redesignação de sexo: rejeitas mas a idéia é atraente
Tratamento hormonal: atrativa como experiência; pode auxiliar no diagnóstico
Tratamento psiquiátrico: indicada como apoio emocional, em caso de tratamento hormonal

Tipo IV - Transexual não cirúrgico
Sentimento quanto ao Gênero: Incerto entre travesti e transexual
Hábitos de se vestir: Traveste-se sempre que possível com alívio insuficiente do desconforto de gênero. Pode viver como homem ou mulher. Pode constituir família e ter filhos.
Preferência Sexual: Muitas vezes autoerótico ou assexual. Pode ser bissexual ou manifestar baixo libido.
Operação de redesignação de sexo: atraente mas não solicitada
Tratamento hormonal: muitas vezes utilizada espontaneamente para conforto emocional
Tratamento psiquiátrico: só como apoio emocional, em caso de tratamento hormonal

Tipo V - Transexual de intensidade moderada
Sentimento quanto ao Gênero: Feminino, preso a um corpo masculino
Hábitos de se vestir: Vive e trabalha como mulher, se possível. Travestir-se é insuficiente para o alívio emocional
Preferência Sexual: Muitas vezes autoerótico ou assexual. Pode ser bissexual ou manifestar baixo libido.
Operação de redesignação de sexo: solicitada
Tratamento hormonal: necessária e muitas vezes utilizada espontaneamente como preparação para a conversão sexual
Tratamento psiquiátrico: rejeitada, recomendada orientação permissivista

[editar] Tipo VI - Transexual de alta intensidade
Sentimento quanto ao Gênero: Feminino
Hábitos de se vestir: Vive e trabalha como mulher. Travestir-se não alivia o desconforto emocional
Preferência Sexual: Desejo intenso de se relacionar com homens no papel de mulher. Muitas vezes identifica-se como heterossexual na inversão de gêneros.
Operação de redesignação de sexo: incisivamente solicitada
Tratamento hormonal: necessária e muitas vezes utilizada espontaneamente como preparação para a conversão sexual
Tratamento psiquiátrico: rejeitada, recomendada orientação permissivista

Considerações transexualidade feminina
Poucos estudos abordam a ótica da travestibilidade e da transexualidade feminina mundialmente, concentrando os estudos na transexualidade masculina. Há de se considerar que existem tratamentos semelhantes transpostos para o universo feminino da transexualidade.

A identidade sexual indica a percepção individual sobre o gênero que se percebe de si mesmo



A identidade sexual (ver Escala de Orientação Sexual de Harry Benjamin) indica a percepção individual sobre o gênero (e.g. masculino e feminino) que uma pessoa percebe para si mesma. Assim como o termo sexo pode assumir várias interpretações costuma-se separar orientação sexual do conceito de identidade sexual. O termo identidade de gênero aproxima-se da identidade sexual mas também mantém diferenças conceituais significativas.

[editar] Relação entre Identidade sexual e orientação sexual
A identidade sexual pode ser exclusivamente masculina ou feminina. Também pode manifestar uma mistura entre a masculinidade e feminidade, admitindo várias categorias entre homossexualidade com inversão sexual de papéis de gênero, travestibilidade e transexualidade. A identidade sexual difere em conceitos da orientação sexual pois a identidade sexual fundamenta-se na percepção individual sobre o próprio sexo, masculino ou feminino percebido para si, manifestado no papel de gênero assumido nas relações sexuais e a orientação sexual fundamenta-se na atração sexual por outras pessoas. Difere também da identidade de gênero no sentido em que a identidade de gênero está mais correlacionada com a maneira de se vestir e de se apresentar na sociedade enquando a identidade sexual correlaciona-se mas diretamente com o papel de gênero sexual. Algumas vezes considera-se que um transexual do biotipo masculino, cuja orientação sexual é somente por homens e que se relacione sexualmente apenas no papel feminino, possa ser considerado heterossexual. Nos casos mais comuns, homens e mulheres identificam-se no biotipo sexual natural, sem manifestar desejos pela transgenereidade.

[editar] Identidade sexual como transtorno de identidade
Enquanto a orientação sexual não-heterossexual foi removida da lista de doenças mentais nos EUA em 1973; e do CID 10 (Clasificação Internacional de Doenças) editado pela OMS Organização Mundial da Saude em 1993. Os transtornos de identidade de gênero que englobam travestis e transexuais permanecem classificadas na CID-10 considerando que, nesses casos, terapias hormonais e/ou cirurgia de redesignação de sexo são, algumas vezes, indicadas pela medicina.

[editar] Ver Também
Sexo
Sexualidade
Orientação Sexual

O termo orientação sexual é considerado, atualmente, mais apropriado do que opção sexual ou preferência sexual




A orientação sexual (ver Escala Kinsey de Alfred Kinsey) indica qual o gênero (e.g. masculino e feminino) que uma pessoa se sente preferencialmente atraída fisicamente e/ou emocionalmente.


A orientação sexual pode ser
assexual (nenhuma atracção sexual), bissexual (atracção por ambos os gêneros), heterossexual (atracção pelo gênero oposto), homossexual (atracção pelo mesmo gênero), ou pansexual (atracção por diversos gêneros, quando se aceita a existência de mais de dois gêneros). O termo pansexual (ou também omnissexual) pode ser utilizado, ainda, para indicar alguém que tem uma orientação mais abrangente (incluindo por exemplo, atracção específica por transgêneros).


A orientação sexual não-heterossexual foi removida da lista de doenças mentais nos EUA em 1973; e do CID 10 (Clasificação Internacional de Doenças) editado pela OMS Organização Mundial da Saude, só em 1993. Os transtornos de identidade de gênero que englobam Travestis e Transexuais permanecem classificadas na CID-10 considerando que, nesses casos, terapias hormonais e/ou cirurgia de redesignação de sexo são, algumas vezes, indicadas pela medicina.

Orientação sexual versus preferência sexual~


O termo orientação sexual é considerado, atualmente, mais apropriado do que opção sexual ou preferência sexual. Isso porque opção indica que uma pessoa teria escolhido a sua forma de desejo, coisa que muitas pessoas consideram como sem sentido. Assim como o heterossexual não escolheu essa forma de desejo, o homossexual (tanto feminino como masculino) também não, pois, segundo pesquisas recentes esta orientação poderá estar determinada por factores biogenéticos, sejam questões hormonais in utero ou genes que possam determinar esta predisposição.[1] É importante esclarecer que há grande imposição do modelo heterossexual para todos. Em alguns casos, pode não existir a preocupação em conhecer o nível ou qualidade de vida afetiva, nível de prazer ou felicidade que uma pessoa possa ter, mas sim que ela deveria ser heterosexual. Por conta dessa forte imposição, muitas pessoas podem encontrar alívio dos desejos homoeróticos na religiosidade fanática, nos remédios, nas drogas ou mesmo, adotando um padrão escondido ou de vida dupla: No seu entorno social e familiar assume um comportamento heterossexual e num mundo privado permite-se exercer a sua homossexualidade, situação esta que cria um maior ou menor conflicto interior e assim as suas repercusões posteriores nesse ser humano.

Referências

COMO INFORMAR SOBRE A PALAVRA GAY NAS AULAS DE ORIENTAÇÃO SEXUAL NA ESCOLA


Gay (<latim tardio gaiu, pelo francês gui, ao inglês gay = "alegre, jovial"), ou, mais raramente, guei, é um termo de origem recente inglesa que é utilizado normalmente para se designar o indivíduo, (homem ou mulher), homossexual.


O termo inglês foi incorporado em outras línguas, sendo usada com muita freqüência no Brasil e em Portugal. Embora, algumas vezes, gay seja usado como denominador comum entre homens e mulheres homossexuais e bissexuais, tal uso tem sido constantemente rejeitado por implicar na invisibilidade ante a lesbianidade e a bissexualidade. Da mesma forma, o senso comum algumas vezes atribui a palavra a pessoas travestis ou transexuais, atribuição esta resultante do desconhecimento da distinção entre sexualidade e gênero.
Índice[
esconder]
1 Origem do termo
2 Orgulho gay
3 Direitos gay
3.1 União de facto e União civil
4 Cultura gay
4.1 Música
4.2 Artes plásticas
4.3 Japoneses
4.4 Literatura
4.5 Cinema
4.6 Mercado
4.7 O uso do iorubá por gays
5 Ligações externas
6 Notas e Referências
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Origem do termo
Conquanto a cultura contemporânea em geral tenha herdado o termo diretamente do
inglês (gay = "alegre, jovial"), o vernáculo inglês colheu-o do francês arcaico (gui, com o mesmo significado) e este, por seu turno, obteve-o do latim tardio (gaiu, com semelhante significado).
Assim, a
etimologia remonta o termo atual a três transições cultural-linguísticas: do latim tardio ao francês; do francês (arcaico) ao inglês; do inglês às demais culturas atuais.
A palavra originariamente não tinha conotação sexual necessária. Era usada para designar uma pessoa espontânea, alegre, entusiástica, feliz, e, nesse sentido, pode ser encontrada em diversas literaturas americanas, sobretudo as anteriores à
década de 1920.
No entanto o significado preliminar da palavra gay mudou drasticamente nos
EUA, vindo a assumir o significado primordial atual, que, com a difusão da cultura estadunidense, tem sido amplamente utilizado.
O termo gay, já marcado pela conotação sexual, ao ser difundido pelos países lusófonos, era utilizado principalmente de forma pejorativa contra
homens gays. Contudo, a utilização da palavra pelos próprios homossexuais, a se referirem a si mesmos, fez com que a conotação negativa fosse amenizada. Em outras palavras, os homossexuais apropriaram-se da palavra, na busca de retirar-lhe, assim, a carga insultuosa.
Existem muitos sinônimos desta palavra no idioma português. No entanto, o uso dessas palavras é desaconselhado por serem consideradas de uso chulo e/ou de fundo preconceituoso.

Orgulho gay
Ver artigo principal: Orgulho gay
O primeiro grande evento
[1] LGBT em Portugal foi o Arraial Pride de 1997 em Lisboa. No Brasil ocorre, desde 1996, a Parada do Orgulho GLBT.

Direitos gay
Ver artigo principal: Direitos gay

União de facto e União civil
Desde
2001, em Portugal a Lei de União de Facto aplica-se igualmente tanto a casais de pessoas de sexo diferente como a casais de pessoas do mesmo sexo. No entanto, os direitos concedidos são muito diferentes do casamento civil tradicional, além de só serem válidos após dois anos de vida em comum.
No
Brasil, a lei de União Civil objetiva garantir aos casais homossexuais igualdade de direitos face aos casais heterossexuais.

Cultura gay
Desde os
anos 70 os homossexuais começaram nos Estados Unidos uma intensa atividade cultural em torno dessa orientação sexual. São Francisco é considerada a "capital gay", e é de lá que provêm as maiores manifestações culturais desse público. É ainda em São Francisco que começam a aparecer as primeiras minorias que começaram a se afastar do que alguns consideravam o "estilo de vida gay". Existem diversas "sub-comunidades" identificáveis — a comunidade ursina, a comunidade lésbica, a comunidade das drags, entre outras. Esta divisão em "sub-comunidades", contudo, pode fazer esquecer que a diversidade das pessoas é independente da orientação sexual e há muitos homossexuais que não se identificam com estas "sub-comunidades" supostamente gays.

Música
Considera-se o maior representante da música na gay scene o cantor
Boy George que redefiniu o estilo nos anos 80.
Atualmente, tal representatividade é atribuída ao grupo americano
Scissor Sisters que vêm dando uma nova roupagem à música pop, recebendo elogios em todas as publicações especializadas de música.
Existem diversos cantores de todos os gêneros musicais que são assumidamente homossexuais (ou bissexuais) ou que, em algum momento, das suas vidas tiveram relacionamentos com pessoas do mesmo sexo. Cita-se, como exemplo,
George Michael.
Mais recentemente, no cenário pop, pode-se destacar a dupla russa
t.A.T.u. composta por Lena Katina e Yulia Volkova, que a crítica considera terem letras diretas e ousadas, a abordarem em sua temática, sobretudo, os conflitos e problemas de adolescentes gays. As duas cantoras faziam diversas insinuações sobre terem um relacionamento lésbico. No entanto, poucos meses depois de atingir grande sucesso, as cantoras decidem tornar público que estavam agindo de tal forma apenas para conquistar espaço na mídia.
As cantoras
Cher e Madonna, ao terem tornando visível manifestações homossexuais tanto masculinas como femininas em seus shows e ensaios fotográficos, são também uma marca na "cultura gay contemporânea".
No Brasil, diversos artistas são abertamente homossexuais ou bissexuais:
Ana Carolina, cantora que se diz abertamente bissexual. Além dela, podem-se citar casos como o de Cazuza, ex-vocalista da banda Barão Vermelho e Cássia Eller, cantora de rock.

Artes plásticas
Queer Art
Nu masculino na história da fotografia

Japoneses
Yaoi
Shonen-ai
Yuri
Shojo-ai
Shūdō

Literatura
João Silvério Trevisan
Homosexuality in Biblical Times -
Tom Horner, Filadélfia, Westminster Press, 1978.
Homossexualidade e Bíblia

Cinema
Filmes com temática gay surgiram nos primórdios da indústria cinematográfica. Já no filme mudo pode ser constatada a presença de personagens gays.[2]
Nas primeiras décadas do cinema prevaleceram representações estereotipadas,
preconceituosas ou trágicas.
Atualmente, o cinema não deixa de tratar de assuntos controversos, mas desenvolveu-se uma sofisticação maior no tratamento dos personagens.
[3]
Segue uma pequena mas variada lista de filmes com personagens de gay apaixonado, bissexual histórico,
[4] gays e lésbicas de diferentes culturas, por exemplo da Austrália, Bélgica, Brasil,[5] Canadá, Japão,[6] etc.
Alexander
Brokeback Mountain
Fucking Åmål
Philadelphia (filme)
La cage aux folles (filme)
Madame Satã (filme)
Maurice (filme)
Tabu (Gohatto)‎
The Celluloid Closet
Vera (filme)‎
Wilby Wonderful
Ver uma lista extensiva de filmes com esta temática
GLBT aqui.

Mercado
Algumas companhias de publicidade classificam um sub-grupo dos gays como um público consumidor qualificado e de alto poder aquisitivo. As principais empresas de
marketing já estão sintonizadas com esta nova tendência e já direcionam campanhas exclusivamente para este público. Desde 2001 já há um banco específico para este mercado em São Francisco.
No entanto, equalizar este sub-grupo com todas as pessoas com orientação sexual homossexual deixa de fora todos aqueles que têm empregos com menores remunerações e outras preocupações na vida não compatíveis com o suposto "estilo de vida gay".

O uso do iorubá por gays
Vários estudos confirmam que, tanto a
mitologia como as práticas religiosas do candomblé, e tradições mais ou menos equivalentes em outros países, como Cuba e Haiti,[7] permitem um espaço menos discriminador a pessoas de sexualidade minoritária, em comparação com a realidade bem mais desafiadora na maior parte dos outros setores da sociedade.
No Brasil registra-se a utilização de
terminologia do idioma iorubá, em um falar popularmente conhecido como pajubá ou bajubá, praticado sobretudo entre certos segmentos da população não heterossexual, sobretudo entre os gays das classes mais humildes.[8] O vocabulário nagô passa a ser utilizado de forma universal como um código de comunicação de resistência em situações de conflito social.[9]
Seguem-se alguns dos termos mais utilizados como referência em publicações e websites
[10] tratando desse falar minoritário peculiar:
Adé = gay;
Alibã = policial;
Amapô = mulher;
Aqüé = dinheiro;
Aqüendar = tomar a si;
Bereré = lixo, resto (pode referir-se a uma pessoa, ou a um objeto);
Carupé = peruca;
Cossibaré = burro;
Dadá = orixá coroado;
Laruê = fofoca;
Lorogum = briga;
Ocó = homem;
Ocâni = pênis;
Omivará = esperma;
Otchin = bebida alcoólica;
Pajobá = escandalizada, boquiaberta;
Picumã = cabelo;
Xepó = cafona.

Ligações externas
Grupo Gay da Bahia: 10 verdades sobre a homossexualidade
Associação da Parada GLBT de São Paulo: Pesquisa da Parada 2006 revela altos índices de discriminação e agressões homofóbicas
Portugal Gay: Perguntas e Respostas sobre a Homossexualidade
Portal Gay de Minas: A união homoafetiva no direito comparado
Guia de Conteúdo LGBTT da Cidade de São Paulo

Notas e Referências
http://jn2.sapo.pt/arquivo/noticia.asp?id=57215
Homosexuality in Silent Cinema
O Segredo de Brokeback (EUA, 2005)
Alexander (EUA, 2004)>
MixBrasil/Panorama: Madame Satã por Zé Gatti (2002)
Tabu (Gohatto) (Japão, 1997)
Documentário (filme): Des hommes et dieux (Of Men and Gods)
Sobre candomblé e homossexualidade, 2006
A língua como resistência: uma tentativa sociolingüística de compreensão das linguagens de negros e homossexuais no Brasil
Nossa língua (Portal MixBrasil)

O Wikcionário possui o verbete gay

ORGULHO GAY PODE SER O PRIMEIRO PASSO NA DISCUSSÃO DO RESPEITO ÀS DIFERENÇAS DE PREFERÊNCIA SEXUAL




termo orgulho gay (ou seu equivalente em inglês gay pride) se refere a uma série de ações afirmatórias dos gays ao redor do mundo anglófono e em alguns outros países, semelhantes às ocorridas no Brasil, popularmente conhecidas como Paradas Gay. Tais ações visam combater o sentimento de vergonha sentido por muitos homossexuais, ou mesmo por grupos (geralmente de religiosos conservadores) que afirmam que tal comportamento sexual é vergonhoso.


Estados Unidos da América

Southern Decadence

Ver artigo principal: Southern Decadence
A Southern Decadence é um evento anual realizado na cidade americana de New Orleans, Estado de Louisiana, Estados Unidos, atendida por cerca de 300 mil visitantes, a maioria homossexuais.
Portugal
Ver artigo principal: Marcha do Orgulho
A Marcha do Orgulho LGBT é realizada anualmente em Lisboa e no Porto por várias associações e colectivos LGBT, feministas e defensores de direitos humanos em geral.
Lisboa
Ver artigo principal: Arraial Pride
O Arraial Pride foi o primeiro evento de grande visibilidade LGBT português, na cidade de Lisboa.

Porto
Ver artigo principal: Porto Pride
O Porto Pride foi o primeiro evento de grande visibilidade LGBT na cidade do Porto sobe o lema "A festa no Porto para todos os gays, lésbicas, bi, trans e heteros descomplexados".

UM APELIDO PARA O INSULTO HOMOFÓBICO




Bullying[1] é um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully ou "valentão") ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender.


Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma.
Índice[esconder]
1 Caracterização do bullying
2 Características dos bullies
3 Tipos de bullying
4 Locais de bullying
4.1 Escolas
4.2 Local de trabalho
4.3 Vizinhança
4.4 Política
4.5 Militar
5 Alcunhas ou apelidos (dar nomes)
6 Referências
7 Ver também
8 Ligações externas
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Caracterização do bullying
No uso coloquial entre falantes de língua inglesa, bullying é frequentemente usado para descrever uma forma de assédio interpretado por alguém que está, de alguma forma, em condições de exercer o seu poder sobre alguém ou sobre um grupo mais fraco.
O cientista sueco - mas que trabalhou por muito tempo em Bergen (Noruega) - Dan Olweus define bullying em três termos essenciais:[2]
o comportamento é agressivo e negativo;
o comportamento é executado repetidamente;
o comportamento ocorre num relacionamento onde há um desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas
O bullying divide-se em duas categorias:[1]
bullying direto;
bullying indireto, também conhecido como agressão social
O bullying direto é a forma mais comum entre os agressores (bullies) masculinos.
A agressão social ou bullying indireto é a forma mais comum em bullies do sexo feminino e crianças pequenas, e é caracterizada por forçar a vítima ao isolamento social. Este isolamento é obtido através de uma vasta variedade de técnicas, que incluem:
espalhar comentários;
recusa em se socializar com a vítima
intimidar outras pessoas que desejam se socializar com a vítima
criticar o modo de vestir ou outros aspectos socialmente significativos (incluindo a etnia da vítima, religião, incapacidades etc).
O bullying pode ocorrer em situações envolvendo a escola ou faculdade/universidade, o local de trabalho, os vizinhos e até mesmo países. Qualquer que seja a situação, a estrutura de poder é típicamente evidente entre o agressor (bully) e a vítima. Para aqueles fora do relacionamento, parece que o poder do agressor depende somente da percepção da vítima, que parece estar a mais intimidada para oferecer alguma resistência. Todavia, a vítima geralmente tem motivos para temer o agressor, devido às ameaças ou concretizações de violência física/sexual, ou perda dos meios de subsistência.

Características dos bullies
Pesquisas[3] indicam que adultos agressores têm personalidades autoritárias, combinadas com uma forte necessidade de controlar ou dominar. Também tem sido sugerido[4] que um déficit em habilidades sociais e um ponto de vista preconceituoso sobre subordinados podem ser fatores de risco em particular.
Estudos adicionais[5] têm mostrado que enquanto inveja e ressentimento podem ser motivos para a prática do bullying, ao contrário da crença popular, há pouca evidência que sugira que os bullies sofram de qualquer déficit de auto-estima.[6]
Outros pesquisadores também identificaram a rapidez em se enraivecer e usar a força, em acréscimo a comportamentos agressivos, o ato de encarar as ações de outros como hostis, a preocupação com a auto-imagem e o empenho em ações obsessivas ou rígidas.[7]
É freqüentemente sugerido que os comportamentos agressivos têm sua origem na infância:
"Se o comportamento agressivo não é desafiado na infância, há o risco de que ele se torne habitual. Realmente, há evidência documental que indica que a prática do bullying durante a infância põe a criança em risco de comportamento criminoso e violência doméstica na idade adulta."[8]
O bullying não envolve necessariamente criminalidade ou violência. Por exemplo, o bullying frequentemente funciona através de abuso psicológico ou verbal.

Tipos de bullying
Os bullies usam principalmente uma combinação de intimidação e humilhação para atormentar os outros. Abaixo, alguns exemplos das técnicas de bullying:
Insultar a vítima; acusar sistematicamente a vítima de não servir para nada.
Ataques físicos repetidos contra uma pessoa, seja contra o corpo dela ou propriedade.
Interferir com a propriedade pessoal de uma pessoa, livros ou material escolar, roupas, etc, danificando-os
Espalhar rumores negativos sobre a vítima.
Depreciar a vítima sem qualquer motivo.
Fazer com que a vítima faça o que ela não quer, ameaçando a vítima para seguir as ordens.
Colocar a vítima em situação problemática com alguém (geralmente, uma autoridade), ou conseguir uma ação disciplinar contra a vítima, por algo que ela não cometeu ou que foi exagerado pelo bully.
Fazer comentários depreciativos sobre a família de uma pessoa (particularmente a mãe), sobre o local de moradia de alguém, aparência pessoal, orientação sexual, religião, etnia, nível de renda, nacionalidade ou qualquer outra inferioridade depreendida da qual o bully tenha tomado ciência.
Isolamento social da vítima.
Usar as tecnologias de informação para praticar o cyberbullying (criar páginas falsas sobre a vítima em sites de relacionamento, de publicação de fotos etc).
Chantagem.
Expressões ameaçadoras.
Grafitagem depreciativa.
Usar de sarcasmo evidente para se passar por amigo (para alguém de fora) enquanto assegura o controle e a posição em relação à vítima (isto ocorre com freqüência logo após o bully avaliar que a pessoa é uma "vítima perfeita").

Locais de bullying
O bullying pode acontecer em qualquer contexto no qual seres humanos interajam, tais como escolas, universidades, famílias, entre vizinhos e em locais de trabalho.

Escolas
Em escolas, o bullying geralmente ocorre em áreas com supervisão adulta mínima ou inexistente. Ele pode acontecer em praticamente qualquer parte, dentro ou fora do prédio da escola.
Um caso extremo de bullying no pátio da escola foi o de um aluno do oitavo ano chamado Curtis Taylor, numa escola secundária em Iowa, Estados Unidos, que foi vítima de bullying contínuo por três anos, o que incluía alcunhas jocosas, ser espancado num vestiário, ter a camisa suja com leite achocolatado e os pertences vandalizados. Tudo isso acabou por o levar ao suicídio em 21 de Março de 1993. Alguns especialistas em "bullies" denominaram essa reação extrema de "bullycídio".
Os que sofrem o bullying acabam desenvolvendo problemas psíquicos muitas vezes irreversíveis, que podem até levar a atitudes extremas como a que ocorreu com Jeremy Wade Delle. Jeremy se matou em 8 de janeiro de 1991, aos 15 anos de idade, numa escola na cidade de Dallas, Texas, EUA, dentro da sala de aula e em frente de 30 colegas e da professora de inglês, como forma de protesto pelos atos de perseguição que sofria constantemente. Esta história inspirou uma música (Jeremy) interpretada por Eddie Vedder, vocalista da banda estadunidense Pearl Jam.
Nos anos 1990, os Estados Unidos viveram uma epidemia de tiroteios em escolas (dos quais o mais notório foi o massacre de Columbine). Muitas das crianças por trás destes tiroteios afirmavam serem vítimas de bullies e que somente haviam recorrido à violência depois que a administração da escola havia falhado repetidamente em intervir. Em muitos destes casos, as vítimas dos atiradores processaram tanto as famílias dos atiradores quanto as escolas.
Como resultado destas tendências, escolas em muitos países passaram a desencorajar fortemente a prática do bullying, com programas projetados para promover a cooperação entre os estudantes, bem como o treinamento de alunos como moderadores para intervir na resolução de disputas, configurando uma forma de suporte por parte dos pares.
Dado que a cobertura da mídia tem exposto o quão disseminada é a práctica do bullying, os júris estão agora mais inclinados do que nunca a simpatizar com as vítimas. Em anos recentes, muitas vítimas têm movido ações judiciais diretamente contra os agressores por "imposição intencional de sofrimento emocional", e incluindo suas escolas como acusadas, sob o princípio da responsabilidade conjunta. Vítimas norte-americanas e suas famílias têm outros recursos legais, tais como processar uma escola ou professor por falta de supervisão adequada, violação dos direitos civis, discriminação racial ou de gênero ou assédio moral.
O bullying nas escolas (ou em outras instituições superiores de ensino) pode também assumir, por exemplo, a forma de avaliações abaixo da média, não retorno das tarefas escolares, segregação de estudantes competentes por professores incompetentes ou não-atuantes, para proteger a reputação de uma instituição de ensino. Isto é feito para que seus programas e códigos internos de conduta nunca sejam questionados, e que os pais (que geralmente pagam as taxas), sejam levados a acreditar que seus filhos são incapazes de lidar com o curso. Tipicamente, estas atitudes servem para criar a política não-escrita de "se você é estúpido, não merece ter respostas; se você não é bom, nós não te queremos aqui". Freqüentemente, tais instituições (geralmente em países asiáticos) operam um programa de franquia com instituições estrangeiras (quase sempre ocidentais), com uma cláusula de que os parceiros estrangeiros não opinam quanto a avaliação local ou códigos de conduta do pessoal no local contratante. Isto serve para criar uma classe de tolos educados, pessoas com títulos acadêmicos que não aprenderam a adaptar-se a situações e a criar soluções fazendo as perguntas certas e resolvendo problemas.

Local de trabalho
O bullying em locais de trabalho (algumas vezes chamado de "Bullying Adulto") é descrito pelo Congresso Sindical do Reino Unido[9] como:
"Um problema sério que muito freqüentemente as pessoas pensam que seja apenas um problema ocasional entre indivíduos. Mas o bullying é mais do que um ataque ocasional de raiva ou briga. É uma intimidação regular e persistente que solapa a integridade e confiança da vítima do bully. E é freqüentemente aceita ou mesmo encorajada como parte da cultura da organização".

Vizinhança
Entre vizinhos, o bullying normalmente toma a forma de intimidação por comportamento inconveniente, tais como barulho excessivo para perturbar o sono e os padrões de vida normais ou fazer queixa às autoridades (tais como a polícia) por incidentes menores ou forjados. O propósito desta forma de comportamento é fazer com que a vítima fique tão desconfortável que acabe por se mudar da propriedade. Nem todo comportamento inconveniente pode ser caracterizado como bullying: a falta de sensibilidade pode ser uma explicação.

Política
O bullying entre países ocorre quando um país decide impôr sua vontade a outro. Isto é feito normalmente com o uso de força militar, a ameaça de que ajuda e doações não serão entregues a um país menor ou não permitir que o país menor se associe a uma organização de comércio.

Militar
Em 2000 o Ministério da Defesa (MOD) do Reino Unido definiu o bullying como : "...o uso de força física ou abuso de autoridade para intimidar ou vitimizar outros, ou para infligir castigos ilícitos".[10]
Todavia, é afirmado que o bullying militar ainda está protegido contra investigações abertas. O caso das Deepcut Barracks, no Reino Unido, é um exemplo do governo se recusar a conduzir um inquérito público completo quanto a uma possível prática de bullying militar.
Alguns argumentam que tal comportamento deveria ser permitido por causa de um consenso acadêmico generalizado de que os soldados são diferentes dos outros postos. Dos soldados se espera que estejam preparados para arriscarem suas vidas, e alguns acreditam que o seu treinamento deveria desenvolver o espirito de corpo para aceitar isto.[11]
Em alguns países, rituais humilhantes entre os recrutas têm sido tolerados e mesmo exaltados como um "rito de passagem" que constrói o caráter e a resistência; enquanto em outros, o bullying sistemático dos postos inferiores, jovens ou recrutas mais fracos pode na verdade ser encorajado pela política militar, seja tacitamente ou abertamente (veja dedovschina). Também, as forças armadas russas geralmente fazem com que candidatos mais velhos ou mais experientes abusem - com socos e pontapés - dos soldados mais fracos e menos experientes.[12].

Alcunhas ou apelidos (dar nomes)
Normalmente, uma alcunha (apelido) é dada a alguém por um amigo, devido a uma característica única dele. Em alguns casos, a concessão é feita por uma característica que a vítima não quer que seja alardeada, tal como uma verruga ou forma obscura em alguma parte do corpo. Em casos extremos, professores podem ajudar a popularizá-la, mas isto é geralmente percebido como inofensivo ou o golpe é sutil demais para ser reconhecido. Há uma discussão sobre se é pior que a vítima conheça ou não o nome pelo qual é chamada. Todavia, uma alcunha pode por vezes tornar-se tão embaraçosa que a vítima terá de se mudar (de escola, de residência ou de ambos).

Referências
O que é Bullying? em bullying.com.br
Student Reports of Bullying, Resultados do 2001 School Crime Supplement to the National Crime Victimization Survey, US National Center for Education Statistics
The Harassed Worker, Brodsky, C. (1976), D.C. Heath and Company, Lexington, Massachusetts.
Petty tyranny in organizations , Ashforth, Blake, Human Relations, Vol. 47, No. 7, 755-778 (1994)
Bullying and emotional abuse in the workplace. International perspectives in research and practice, Einarsen, S., Hoel, H., Zapf, D., & Cooper, C. L. (Eds.)(2003), Taylor & Francis, London.
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The Values and Standards of the British Army – A Guide to Soldiers, Ministry of Defence, GB, Março de 2000, parágrafo 23.
Social Psychology of the Individual Soldier, Jean M. Callaghan e Franz Kernic, 2003, Armed Forces and International Security: Global Trends and Issues, Lit Verlag, Munster
Military bullying a global problem, BBC, GB, segunda-feira, 28 de novembro de 2005.

Ver também
Assédio moral
Assédio sexual
Abuso de poder
Cyberbullying

Ligações externas
Entrevista "Presas e Predadores" da revista Maxima
Notícia do jornal SOL
Bullying e sua relação com os crimes
Bullying: é preciso levar a sério
Página do programa de prevenção a Bullying de Dan Olweus (em inglês)

HOMOFOBIA, UMA TEMA PARA HOMOPEDAGOGIA?




defenderia, no âmbito da escola, uma pedagogia voltada à discussão do respeito às diferenças ou preferências sexuais dos alunos. Chama-la-ia de HOMOPEDAGOGIA.

Entendamos então a palavra: HOMOFOBIA





substantivo feminino rejeição ou aversão a homossexual e a homossexualidade





Etimologia: hom(o)- + -fobia

Como a escola pode definir o homossexual?

Homossexual, palavra datada de 1899, final, portanto, do século XIX, é relativo à homossexualidade . Na segunda acepção, refere-se a poreferência sexual mantida por indivíduos do mesmo sexo (diz-se de relacionamento sexual) . O homosscual é um adjetivo que denota homossexualidade.





Para saber mais sobre a questão da homofobia na sociedade contemporânea:








homofobia (homo= igual, fobia=do Grego φόβος "medo"), é um termo utilizado para identificar o ódio, aversão ou a discriminação de uma pessoa contra homossexuais ou homossexualidade, ou genericamente de modo pejorativo, qualquer expressão de crítica ou questionamento ao comportamento homossexual.



Origem e significado



O termo é um neologismo criado pelo psicólogo George Weinberg, em 1971, numa obra impressa, combinando as palavra grega phobos ("fobia"), com o prefixo homo-, como remissão à palavra "homossexual".
Phobos (grego) é medo em geral. Fobia seria assim um medo irracional (instintivo) de algo. Porém, "fobia" neste termo é empregado, não só como medo geral (irracional ou não), mas também como aversão ou repulsa em geral, qualquer que seja o motivo.
Etimologicamente, o termo mais aceitável para a idéia expressa seria "Homofilofóbico", que é medo de quem gosta do igual.

Motivos para a homofobia



Alguns estudiosos e indivíduos comuns atribuem a origem da homofobia às mesmas motivações que fundamentam o racismo e qualquer outro preconceito. Nomeadamente, uma oposição instintiva a tudo o que não corresponde à maioria com que o indivíduo se identifica e a normas implícitas e estabelecidas por essa mesma maioria, nomeadamente a necessidade de reafirmação dos papéis tradicionais de género, considerando o indivíduo homossexual alguém que falha no desempenho do papel que lhe corresponde segundo o seu género.



Algumas pessoas consideram que a homofobia é efetivamente uma forma de xenofobia na sua definição mais estrita: medo a tudo o que seja considerado estranho. Esta generalização é criticada porque o medo irracional pelo diferente não é, aparentemente, a única causa para a oposição à homossexualidade, já que esta atitude pode também provir de ensinamentos (religião, formas de governo, etc.), preconceito, informação ou ideologia (como em comunidades machistas), por exemplo.

Perspectiva jurídica



De acordo com o novo Código Penal português, em vigor desde 15 de setembro de 2007, qualquer forma de discriminação com base em orientação sexual (seja ela sobre homossexuais, heterossexuais ou bissexuais) é crime. Da mesma forma são criminalizados grupos ou organizações que se dediquem a essa discriminação assim como as pessoas que incitem a mesma em documentos impressos ou na Internet. E esta lei aplica-se igualmente a outras formas de discriminação como religiosa ou racial.



No Brasil, além da Constituição de 1988 proibir qualquer forma de discriminação de maneira genérica, várias leis estão sendo discutidas a fim de proibirem especificamente a discriminação aos homossexuais[carece de fontes?].

Manifestações



O insulto homofóbico pode ir do bullying, difamação, injúrias verbais ou gestos e mímicas obscenos mais óbvios até formas mais subtis e disfarçadas, como a falta de cordialidade e a antipatia no convívio social, a insinuação, a ironia ou o sarcasmo, casos em que a vítima tem dificuldade em provar objetivamente que a sua honra ou dignidade foram violentadas.
Alegadamente, um tipo desses ataques insidiosos mais largamente praticado pelos homófobos (pode dizer-se que a nível mundial, mas com particular incidência nas sociedades
mediterrânicas, tradicionalmente machistas)[1] e que funciona como uma espécie de insulto codificado e impune, é o de assobiar, entoar, cantarolar ou bater palmas (alto ou em surdina, dependendo do atrevimento do agressor) quando estão na presença do objecto do seu ataque, muitas vezes perante terceiros. Esta forma de apupar, humilhar, amesquinhar ou intimidar alguém parece ter raízes muito antigas. A Bíblia refere, a respeito do atribulado Job: "O vento leste (...) bate-lhe palmas desdenhosamente e, assobiando, enxota-o do seu lugar" (Job, 27:23). Na Índia rural, "os hermafroditas ou pessoas sexualmente indefinidas anunciam a sua chegada batendo palmas". [1]

Manifestações homofóbicas no Brasil





Segundo o professor Luiz Mott, do departamento de Antropologia da Universidade Federal da Bahia, a homofobia é uma "epidemia nacional". Ele assevera que o Brasil esconde uma desconcertante realidade: "é o campeão mundial em assassinatos de homossexuais, sendo que a cada três dias um homossexual é barbaramente assassinado, vítima da homofobia".
Porém tal afirmação não implica necessariamente que as pessoas homossexuais sejam, efectivamente, um alvo preferencial quando comparados com outras orientações sexuais no
Brasil. Os dados indicam que de 1980 a 2007, foram assassinadas 2.647 pessoas identificadas como homossexuais[2], enquanto o total de assassinatos no país foi de 800.000 pessoas de 1980 a 2005, [3]. Segundo estes dados temos uma média de 32000 assassinatos por ano para a população em geral, e de apenas 100 assassinatos por ano para pessoas homossexuais o que é muito abaixo das percentagens de pessoas homossexuais normalmente apresentadas relativamente à população em geral que variam entre 1% e 14%.Entretanto, assassinatos motivados por discriminação contra esse segmento da sociedade são especialmente graves por conterem a variável da discriminação internalizada, sendo assim, crimes de caráter hediondo. Assim como qualquer outro crime proveniente de conduta discriminatória.



De notar que a homofobia pode partir de dentro do próprio grupo, de modo que os assassinatos contra homossexuais podem ser perpetrados por integrantes do grupo social [4].

[editar] Grupos considerados homofóbicos

Demonstração da Westboro Baptist Church com Ben Phelps, neto de Fred Phelps.
Há diversos grupos, políticos ou culturais que se opõem à homossexualidade. Há também grupos da extrema-esquerda (comunistas ortodoxos e maoístas) e da extrema-direita.
Dependendo da forma como aplicam a sua oposição (que varia do "não considerar um comportamento recomendável" até à "pena de morte"
[2]) pode ser considerados "fundamentalistas" ou não. As manifestações desta oposição podem ter consequências directas para pessoas não homossexuais[3].



Em muitos casos esta oposição tem reflexos legais, novamente variando entre leis que diferenciam entre casais do mesmo sexo e casais do sexo oposto, até países em que se aplica a pena de morte a homens que tenham sexo com homens.
No entanto, há alguns grupos dentro das ideologias e religiões apresentadas que apoiam ativamente os direitos das pessoas
GLBT. Da mesma forma existem indivíduos homossexuais, associações e grupos LGBT que podem, mesmo assim, manifestar-se de forma considerada homofóbica em determinados contextos.

Oposição ao termo



Alguns estudiosos da língua argumentam que o termo aponta de forma errónea para um motivo específico, fobia (medo irracional), tendo sido o seu sentido modificado para se referir a discriminação da homossexualidade, o que pode não ser o caso. No entanto numa situação similar a palavra xenofobia passou a ser utilizada coloquialmente para qualquer preconceito contra estrangeiros, extravasando assim o seu significado original.
Algumas pessoas preferem classificar o comportamento homofóbico apenas como o "repúdio da sociedade em relação a pessoas que se auto-excluem" ou "desajustamento social por busca do prazer individual" justificando assim a exclusão social das pessoas homossexuais pelo facto de serem diferentes da suposta norma. Outras não consideram homofobia o repúdio à relação
homoerótica, alegando que a relação heteroerótica também pode causar repulsa aos homossexuais, justificando a sua discriminação pela discriminação da outra "classe". Há ainda o repúdio por motivos religiosos aos actos homossexuais mas não necessariamente se manifestando de forma directa contra as pessoas homossexuais[5]. Entretanto, ativistas e defensores das causas LGBT em geral indicam que atitudes similares foram utilizadas no passado para justificar a xenofobia, o racismo e a escravidão.
Outras pessoas criticam o uso e abuso correntes do termo "homofobia", já que tal palavra é, muitas vezes, utilizada de maneira pejorativa e acusatória para designar qualquer discordância ou oposição à homossexualidade, ou, mais especificamente, a alguns pontos defendidos pelos movimentos LGBT.

Referências
Há uma cena do filme italiano Stromboli (1950) de Roberto Rossellini em que o personagem do marido (supostamente traído), ao regressar a casa pelas ruas da aldeia, é alvo dos insultos e cantilenas trocistas que lhe são implacável e sucessivamente dirigidas pelos vizinhos.
http://www.godhatesfags.com/
EUA: Demonstrações de fundamentalistas cristãos em funerais obrigam a criar leis específicas

Ver também



Lista de fobias
Heterossexismo;
Heterofobia;
Homofobia Interiorizada
Homossexualidade;
Lista de entidades brasileiras de defesa dos GLBT
Transfobia;
Direitos dos homossexuais pelo mundo;



Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Homofobia